“ E dizem que há uma luz partida em cada coração da Brodway. E dizem que a vida é um jogo mesmo sem tabuleiro. E distribuem máscaras e apenas um resumo da história...E então, nos mandam improvisar num vil, vil cabaré. Na cidade bem feinha só tem sexo e podridão, apenas para ganhar algum os trens estão em seus horários, mas não vão a lugar algum. Encarando suas crises quer de quatro ou nas marquises, há madames a gelar, mas não podem recusar. As viúvas fingem estar bem, se embonecam e aprendem a dar o rabo de pé neste vil cabaré...Em fim, o show! A tragédia! A ópera de reles vintém, suspense e emoção pra ninguém. A aquarela na galeria inundada. Eis a jovem que quer mas não pede...Embora ela duvide da moral de seu anfitrião, prefere estar radiante na terra do faça-o-que-quiser, a vagar na rua errante. Em fim, o show começou! Marionetes de vistas arregaladas, pelas cordas estranguladas. Há emoções e calafrios, mulheres em lupanar, há de tudo para todos, garanta o seu lugar!!Há perversos e danosos neste carnaval de coitados...Neste vil cabaré.”
Créditos: HQ - V de vingança/ 1989
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